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mudança página inicial do blog e no envio de notificações | forum cancro

Faço este artigo para explicar as mudanças ocorridas neste blog. 

Sendo as principais: a mudança de layout da página inicial, em que está mais semelhante a um site do que um blog.

E ao envio de notificações apenas dos artigos relacionados com informação útil

Abaixo explico estas minhas decisões, mas de um modo simples, quem parasse num dos artigos deste blog poderia ser invadido por histórias menos boas de cancro. Ou informação útil estar misturada com a situação de saúde

O que não concedia, na minha opinião, uma boa experiência de navegação. Daí a ter feito esta alteração na página inicial, mas também ir mudando com o tempo a estrutura do blog. 

Assim como, as pessoas subscreviam porque até gostaram de um artigo mas depois recebiam artigos de outros assuntos. Neste sentido, só enviarei notificações relativamente a informação útil.

Para receber sobre uma determinada fase do cancro pode-me enviar um email ou colocar nos comentários o seu pedido

Blog quem sou eu

então, sou a *lara* e aos 29 descobri um cancro da mama, grau 3.

Assim, tive que lidar com quimioterapia, cirurgia, radioterapia, hormonoterapia. Mas também preservar a fertilidade; lidar com menopausa…

Tendo sido então uma jornada de algum conhecimento para obter dicas para lidar com cada tratamento da melhor forma possível. 

Até que tive o incentivo por parte da minha rede em transcrever essas dicas para algo online, tendo surgido a ideia de blog. 

Porque mais uma história?

Já me perguntaram o porquê do título do blog, tendo surgido intuitivamente.

Queria que só fosse mais uma história na minha vida.

Mas também mais uma história de cancro da mama – há 4 anos tinha vivido com a minha mãe esta história, e há 8 anos com uma pessoa da família. 

Ou ainda porque não queria cingir este blog apenas ao cancro da mama.

Sabia que para não perder o interesse na escrita teria que escrever sobre outros assuntos. Histórias do dia a dia.

Na luta contra o cancro, por vezes, só falava deste assunto. Mas noutras situações este assunto nem era mencionado. 

Blog histórias do dia a dia

E, de facto, não estou arrependida, pois julgo que os artigos que saem do assunto principal deste blog são interessantes para qualquer pessoa. 

Sei que esta não é uma prática que o Sr. Google ou outros motores de pesquisa aprovem, pois gostam de artigos para nichos. Mas paciência. 

Blog cancro da mama

Mas já não existe demasiada informação? 

Também eu julgava que sim. 

Até que estava a vivenciar as coisas no momento e não conseguia obter informação prática, exemplos:

Cancro e medo

E o não ter respostas a algumas das minhas dúvidas conduzia a um medo. Medo de não estar a fazer o melhor naquela altura.

Mas isto não quer dizer que deixamos de ter medo. Não.

Infelizmente, são muitas as opiniões e o que funciona com uma pessoa não funciona com outra. E cada um tem uma vivência diferente. 

Mas, na minha opinião, só o facto de termos algo para fazer da-nos uma noção de controlo desta situação que acabava por ser algo incontrolável

Cancro caso único 

Passar por um cancro é mesmo difícil porque cada situação é única e por isso o tratamento de cada cancro é muito imprevisível

E, a meu ver, se não tivermos conhecimento de várias situações ficamos mesmo com a ideia que a nossa situação é muito grave. E o problema deste pensamento é o gasto da nossa energia, bem como uma dificuldade em acreditar.

Cura do cancro é acreditar?

Não. 

Eu já escrevi tanto sobre cura e culpa mas sinceramente ainda não sinto que sejam artigos prontos, motivo pelo qual ainda não estão publicados.

Temos culpa por termos cancro?

Mas questionam-me repetidamente se considero termos culpa de termos cancro e eu digo que sim e que não.

Que sim, porque o nosso corpo tem a capacidade de se defender de células malignas

Que não, porque até podemos fazer tudo certinho, mas o ambiente em que estamos inseridos não seja o melhor e que pouco pudemos fazer (poluição, stress de uma crise econômica, falta de apoio a situações complicadas na vida…).

O cancro é mesmo ainda um enigma até para a comunidade cientifica. 

Ah, é cancro da mama é fácil…

Felizmente, o cancro da mama e o cancro da próstata apresentam taxas de sucesso muito elevadas, sendo claro positivo.

Todavia, tal não deve ser associado a uma desvalorização de qualquer tipo de cancro.

E não se tem ideia da dificuldade dos tratamentos deste e outros tipos de cancro. Menciono este ponto não para apontar o dedo à sociedade, que somos todos nós. Não.

Mas para quem está a atravessar cancro da mama tem mesmo que entender que pode vir a ser um processo moroso e difícil

E que as pessoas podem até não ter esse conhecimento [como não temos noção do que é viver com diabetes ou doenças auto-imunes…].

Mas não esperar que as pessoas vão entender o nosso caso, porque isso pode não acontecer. 

E, novamente, neste ponto, acho importante abordarmos esta questão para entendermos que não é só a nossa rede de amigos ou família que desaparece quando mencionamos que temos cancro

É algo bastante comum. 

Importância dos blogs

E para mim os blogs são importante pela abordagem de assuntos.

Não é que por saber que outras pessoas estão a passar por isto que fico mais relaxada. 

Mas há uma esperança em conhecer outros casos e saber que em determinada altura também passaram por problemas e agora estão bem

Mas então o cancro é fácil?

Não.

Mesmo que pesquisemos todas as dicas e até não se sintam tantos os efeitos secundários dos tratamentos, é uma coça que o nosso corpo está a levar e que deixa marcas.

Ou seja, será sempre um caminho muito próprio, duro e que leva tempo [demasiado infelizmente…]. Mas é o que é. É o caminho que vai ter que ser feito. 

E, por tal, se em algum aspecto ficar um pouco mais leve eu sinto-me de algum modo realizada e bem

Resposta a algumas questões sobre o blog

Todas as questões tinham um contexto. Todavia, e dado a maioria ser repetida, decidi só colocar a referida questão e a minha resposta. 

* Porque é que não queres revelar quem és?

Existiu uma altura em que de facto estava a ponderar organizar algo para conhecer as pessoas com que criei uma ligação neste blog.

Mas, o meu objetivo era puder responder a questões que eu também tive, eu tentar ajudar em quem está com dúvidas. O que penso que já vai acontecendo através da resposta aos emails, comentários ou mesmo troca de mensagens whatsapp. 

Mas se começar a organizar eventos neste sentido poderei dar uma importância ao cancro que não lhe quero conceder

O cancro foi um acontecimento que teve uma forte influência na minha vida, principalmente no ano de tratamentos e seguintes. Mas, ao mesmo tempo, já tive outros acontecimentos na minha que me definiram e que criaram a minha identidade. 

* Contas que tiveste cancro?

– Nível profissional

Já fui a algumas entrevistas de emprego e por mencionar que tinha uma condição de saúde que me obrigaria a ir ao hospital 1 ou 2 vezes por mês (olha eu a ser tão otimista…), o processo não teve seguimento.

De facto, numa dessas entrevistas quiseram mesmo saber que condição era essa. E dado ser uma empresa que ninguém me conhecia tentei a minha sorte e referi a minha situação ao de leve. E, aqui, o que aprendi é que a partir desse momento não queriam saber das minhas competências, mas tentar entender se eu estava a mentir. 

Assim, de momento, o que faço é dizer que tenho uma necessidade de ir ao hospital, não mencionando o porquê

Já me alertaram que deste modo não serei contratada. Mas também não me sinto bem em omitir uma informação que sei que passadas poucas semanas ou mesmo dias terá que ser abordada (ter alguma consulta ou exame). 

– nível familiar

Depois dos tratamentos e dado o nosso aspecto melhorar consideravelmente, não senti necessidade de revelar este assunto a quem já não tivesse revelado.

Ponderei, até porque, principalmente, durante os tratamentos tive algo ausente em determinadas ocasiões familiares ou sociais. E revelando o porquê as pessoas poderiam entender.

Mas ao mesmo tempo as pessoas não nos perdoam o facto de não lhes termos tido que algo tão grave aconteceu na nossa vida e que não lhe contamos. É de um certo modo entenderem que não pertencem à nossa rede mais próxima.

Mas sim, só senti necessidade de contar à minha rede mais próxima e não estou arrependida de tal decisão.

# Como contar que temos cancro

– nível pessoal

A partir do momento em que contamos que tivemos cancro a nossa conversa vai se cingir a esse assunto. Aconteceu-me uma vez. 

Assim, prefiro agora não contar. [Desde que sinta que não comprometa a minha situação]. 

Falo em situações como a entrada num ginásio. Apresentação numa formação em que temos que mencionar o que fizemos no último ano…

Situações que possam comprometer pode ser a realização de um exame; uma consulta de saúde…

Privacidade

Eu dou muito valor à privacidade.

Acho que cada um de nós tem várias facetas. E revelamos e conhecemos cada uma de acordo com o nosso contexto. Daí a não sermos as mesmas pessoas em contexto profissional ou em no nosso lar…

E considero que a partir do momento que se revela a situação de cancro. Mesmo que queiramos esquecer não nos é permitido. E eu não me quero esquecer. Mas também não julgo ser positivo estar constantemente a relembrar de um acontecimento. E os anos todos para trás? 

Eu quero que a minha bagagem seja algo leve… Não algo pesado como o cancro se traduz na nossa vida.

Mas algo leve como as viagens que adorei ter feito; conhecer e saber no que sou boa; relembrar as minhas refeições preferidas. Daquele filme ou livro que senti com todas as minhas células…

Cancro algo que quero esquecer? 

Então, faço isto tudo para esquecer-me que tive cancro? Nem por isso. 

A escrita para o blog é um acréscimo à minha escrita diária.

Para mim, ter um registo desta vivência foi-me muito positivo. Quando pensava que não estava bem lia alguma escrita e até podia entender que já tive bem pior e que consegui reerguer-me.

Ou então recordar-me do que ajudou-me a superar determinado obstáculo

Mas hoje temos privacidade?

Quem viveu uma infância na aldeia sabe o que é não ter qualquer privacidade.

Chegamos a casa e a nossa mãe já sabe a asneira que fizemos…

Viver na cidade permite-nos ter alguma privacidade. 

E quanto ao cancro julgo ser positivo nem todas as pessoas saberem que tivemos cancro.

Cancro e pessoas que não gostamos 

Todos temos pessoas que não gostamos tanto, não nos identificamos. É normal dado sermos tão diferentes.

E até pela experiência anterior da minha mãe sei como as pessoas podem ser mazinhas e ouvimos algo como “pois…já não és a mesma…mas também passaste por um cancro!”. 

Daí a ter cuidado com quem revelo esta informação.

Mas e as outras pessoas não contam que tiveste cancro?

Sim, podemos contar a uma amiga e essa a contar até a alguém que, possivelmente não contaríamos. Para tal não acontecer podemos mesmo ser verdadeiras e explicar que queremos que este assunto fique mais na nossa esfera privada. 

* Qual o problema em contar que temos ou tivemos cancro?

Nenhum.

Em alguns artigos e neste mesmo artigo menciono o porquê de considerar vantajoso não contar que tive cancro.

Todavia, e como tudo, existem outras perspetivas.

Pode sentir-se bem em que as pessoas saibam as dificuldades que está a passar no regresso ao mercado de trabalho, porque de facto o cancro mexe com a nossa memória e concentração. E se as pessoas não souberem, não advinham.

Ou pode mesmo abraçar esta causa de modo público, no sentido de contribuir para que as pessoas conheçam que o cancro também aparece em mulheres jovens, ou em mulheres com uma alimentação saudável, ou que foram mães muito novas…

Não vejo mal nenhum.

Eu é que pela minha vida, tomei esta decisão de não tornar público. Mas há vantagens em o tornar público

* Como pensas nos artigos para o blog?

Assim, este blog não é um conjunto de pensamentos tidos durante esta vivência. Esses estão guardados nos meus cadernos. 

Primeiro tento abordar um assunto no blog quando já sinto alguma esperança no mesmo. Pois a ideia é essa. Até para mim.

* Estou a ponderar em criar um blog de cancro da mama, o que achas?

Em principio acho positivo.

Mesmo que não queira estar com toda a aprendizagem para entender as melhores práticas de SEO, ou qual a melhor plataforma ou isto ou aquilo. 

Ter um blog pode mesmo ser uma terapia. E estará a partilhar um conteúdo que poderá ser interessante para outras pessoas.

Todavia, se considera criar um blog apenas para uma alternativa de rendimento não aconselho, pois o lucro obtido é mesmo muito reduzido

E o esforço associado ao mesmo é algum. Porém, a escrita pode mesmo ser libertadora e mais tarde poderá partilhar ou até criar algo com esses pensamentos

Assim, faça o que a fizer sentir melhor. 

* Porque não tens redes sociais?

Sim, as redes sociais dariam mais visibilidade ao blog. 

Mas, sinceramente, só pondero tal quando já tiver os artigos mais importantes já feitos

É uma questão de tempo. Prefiro primeiro fazer os artigos que considero mais relevantes de serem abordados e, depois, talvez, apostar na sua divulgação.

Esta também não é uma boa prática SEO, em que a divulgação de cada artigo deve representar uma parte significativa do trabalho de cada artigo.

Porém, estou mais preocupada em responder aos emails ou às dúvidas tidas durante o cancro.

Pois já tive do outro lado e sei como pode ser frustante não conseguirmos obter determinada informação. E as milhentas dúvidas que nos surgem e o medo que sentimos nessas alturas. 

* Ignorância é uma benção, porque é que escreves sobre algo terrível como o cancro?

Concordo que a ignorância é uma benção, pois não temos que saber sobre tudo…

Daí a ter tomado a decisão de acabar com as notificações relacionadas com o cancro da mama. Pois não sei em que fase se encontra a pessoa que recebe aquela notificação…Ou até se subscreveu porque gostou de qualquer artigo de informação útil e não tem que levar com esta bagagem de cancro.

Mas, por outro lado, não conheço uma história de cancro da mama em que algo não tenha corrido tão bem quanto se queria, nomeadamente:

  • ter que fazer na mesma esvaziamento axilar, apesar de o tumor ter dado uma boa resposta com a quimioterapia;
  • ou na mesma mastectomia e não cirurgia conservadora da mama;
  • de ter que fazer sessão ou sessões mesmo terminando os ciclos definidos, antes ou depois da cirurgia;
  • de ter que fazer mais sessões de radioterapia do que inicialmente se previa;
  • do tempo que se espera pela cirurgia…

Por várias razões, em diferentes tempos sentimos por vezes que o nosso caso é o pior dos piores e que ninguém o está a ver. O que nos dá medo.

E eu quero passar a ideia que estamos sozinhas, mas não estamos sozinhas. Tudo o que estamos a passar já alguém teve que lidar. E, algumas dessas pessoas, conseguiram ferramentas importantíssimas. 

não está sozinha durante o cancro
Fonte: unsplash

última notificação geral

Mas que o assunto cancro é pesado, é.

Daí a que este seja o último post com notificação.

As próximas notificações serão, apenas, relacionadas com informação útil. 

Se está a atravessar por uma história de cancro da mama pode enviar-me um email a mencionar o seu caso, e quais serão os próximos passos. E só receberá a nova informação dessa etapa

E até porque quem está na radioterapia não tem que ver as dicas de quimioterapia 

Porque as dúvidas do cancro já são muitas.  E apercebi-me que meninas que estavam na radioterapia ao receberem uma notificação de quimioterapia iam dar uma vista de olhos
 
E não é esse o propósito do blog. O que passou, passou. De outra forma, este meu trabalho promoverá uma sensação algo recorrente como “se eu soubesse dessa dica…” 
 
Essa foi uma das razões para ter iniciado este projeto, pois sentia que existiam poucos assuntos abordados e que o contributo de várias pessoas fará a diferença. 
 
Assim,  acredito que a pessoa pesquisando por radioterapia, trabalharei no sentido da organização se cingir a cada assunto. 

* Mas quem és tu para dar conselhos sobre cancro?

Eu penso que demonstrei o cuidado em explicar porque é que acabei com a hormonoterapia. Dado os  efeitos secundários estarem a serem superiores às vantagens. Mas foi uma decisão tomada com a minha médica oncologista.

Tal como a toma de antidepressivos começou com uma abordagem com a minha oncologista e, mais tarde, recorri a um apoio profissional da especialidade

Assim, eu tento dar conselhos segundo a visão de quem já passou por algo parecido.

Por exemplo, ligam-nos a mencionar que vamos fazer um exame que se chama PET (o quê?) e que vamos demorar muito tempo e que alguém deve ir connosco… Quem é que não fica algo receoso? 

E o que é que hoje em dia fazemos? Ou falamos com alguém que já fez ou procuramos na net. E era aqui que queria contribuir. 

Eu tive a minha mãe que me tranquilizou, “Oh filha, isso é muito chato e demora muito tempo, mas a PET não dói nada“.

# Cancro da mama [bateria de exames]

Assim como ouvi as mesmas palavras tranquilizadoras por parte da minha mãe para a radioterapia. “Oh mãe e sente-se algo durante a radio? Não rapariga. Não sentes nada. É chato pois tens que estar naquela posição…Mas não sentes nada…”

# Radioterapia mama 

E quem é a primeira situação de cancro na família?

A minha mãe foi. E dado uma pessoa amiga ter tido há 4 anos antes, e eu ter tido a possibilidade de acompanhá-la nesta jornada, eu já contava com algumas coisas que a minha mãe ia ter que vivenciar.

Assim, quando a minha mãe só queria passar-se, eu não tentava reprimir as emoções legítimas dela “Oh mãe, mas ainda há pouco fizeste exames e estava tudo bem…” porque tinha uma ideia de quanto o cancro pode dar medo e por tal nestas situações procurava ajudá-la a lidar com as emoções. 

E agora que passei na pele por essa experiência sei o quanto avassalador e profundo pode ser o cancro.  

Novamente, não fico contente por saber que de um certo modo toda a gente passa por momentos muito estúpidos até se sentir um pouco melhor após este acontecimento de vida. 

Mas saber que é “normal” e que há “ferramentas” para lidar, penso que a situação se torna um pouco mais leve

* Queres fazer dinheiro com o blogue?

No outro dia recebi assim um email com esta questão e tal como respondi – de momento, o blog não é uma fonte de rendimento.

Até porque, tive que pagar o primeiro ano, tive que pagar recentemente o valor para este segundo ano.

Tive que “perder” tempo em aprender, quer seja para construir um site; em como esse site poderia aparecer nos motores de busca.

Tive que ponderar nos artigos não tão abordados e que alguém, tal como eu, querer pesquisar, como por exemplo infertilidade, menopausa ou sexualidade durante o cancro….

E lá está, tive este trabalho porque mais do que tudo é um hobbie, um objetivo pessoal.

Caso fosse para ganhar dinheiro, teria que pensar em outras alternativas

Blog como fonte de rendimento

Mas como respondi no email, não considero negativo este espaço gerar qualquer rendimento.

Ou seja, se tento acalmar as pessoas da minha rede que apercebem-se do trabalho do blog e que me tentam convencer a não trabalhar tão intensamente. Mas se é algo que eu quero que me represente, quero fazer as coisas como me parecem minimamente bem. 

Também não vejo mal algum em obter rendimento pelo mesmo. Isto porque, dedico tempo e trabalho ao mesmo. 

* É essa a razão dos anúncios? 

Esta também foi uma mudança recente. Então, inicialmente não queria colocar anúncios neste espaço.

Todavia, recentemente tive que tomar a decisão de manter este site ou acabar com o mesmo. O que perderia  trabalho feito até então. 

Dada as dinâmicas criadas quis manter, mas tal significou um investimento, quer monetário, quer pessoal…

E, dada a minha situação financeira não estar estável, tenho que fazer um jogo de cintura e com a colocação de anúncio tenho esperança em cobrir o investimento deste segundo ano de blog, e quem sabe, alguma ajuda para o terceiro ano. 

Satisfação pessoal

Este projeto concede-me alguma satisfação pessoal.

Gosto de saber que consegui acalmar alguém indicando que o que ela estava a pensar não se ia concretizar.

Ou que em determinada situação poderia experimentar isto ou aquilo e ajudou aquela pessoa. 

Este projeto é um mix entre a possibilidade de ajudar alguém que está a passar por uma situação mesmo danada.

Mas também uma forma de digerir algumas emoções criadas neste processo. Sendo este o poder da escrita. 

Reconhecimento blog 

Todavia, desde o início procurei que este blog fosse reconhecido no sentido de que alguém que procurasse uma determinada palavra aparecesse nos resultados.

Recordo-me de uma vez ter que pesquisar por centro da mama hospital são joão e o meu artigo não aparecia

Então pensei, se alguém quiser pesquisar como eu fiz aquando fui diagnosticada e estava indecisa entre ser acompanhada no São João ou no IPO, não iam obter a informação que queria partilhar. Que é a de que em ambos os locais são devidamente reconhecidos e prestigiados.

Logo, se for encaminhada para o hospital São João vai ter oncologia geral mas terá um acompanhamento adequado ao cancro da mama, existindo mesmo o centro de mama [que eu não sabia que existia…]. 

Por experiência de situações acompanhadas no IPO Porto, é também feito um acompanhamento bastante positivo. 

Assim, estudei e tentei aprender como utilizar o google e entender o que ele valorizava. E passadas umas semanas lá foi o meu artigo aparecendo. 

Retorno competências profissionais

Como já mencionei por várias vezes, as nossas competências profissionais podem ser afetadas. 

E eu estava com algum receio, dado ter um gosto pela vertente técnica das profissões. E ao conseguir alcançar esta pequena meta, ganhei uma pequena confiança profissional

Blog = trabalho solitário

Se me referissem, inicialmente, que o blog teria uma média de 300 visualizações por dia, eu acharia algo impossível de obter.

Obrigado a todas as pessoas que gostam do blog, que partilham qualquer artigo, que comentam ou que enviam mensagem. 

Até porque, antes de iniciar um artigo pondero no interesse que pode ter em alguém

E, de facto, é pelas opiniões recebidas que encontro motivação em continuar com este meu hobbie

Assumo com toda a sinceridade que se não tivesse conseguido estes resultados, possivelmente não teria renovado o site e teria terminado com este projeto. Dado o esforço e dedicação que o mesmo exige. 

Blog hobbie | o que pretendo no futuro?

Que artigos no futuro?

A dinâmica vai-se manter.
 
Tenho vários artigos relacionados com cancro da mama, mas tantos outros com informação para o quotidiano.
 
Assim, vão aparecer novos artigos.
 
Mas também quero atualizar alguns anteriores com nova informação que vou recebendo por parte da comunidade.

Falar sobre o cancro | forum

E quis também fazer este artigo pois estou a sentir-me cada vez com menos tempo para este projecto.
 
Ou seja, até ao momento fiz todo o esforço para conseguir responder às dúvidas em tempo útil. [Pois lembro-me da sensação pesada de não obtermos respostas]. 
 
Mas estou a sentir cada vez mais dificuldade em conciliar esse apoio no meu dia a dia
 
Isto porque, a procura de emprego é já por ela um emprego. Que tenho que ir conciliando com as idas ao hospital e ao acompanhamento do cancro. E com o acompanhamento do cancro da minha mãe em que no inicio fará os tão falados 5 anos.

 

Tempo para mim

E depois, eu não posso fazer uns artigos bonitos sobre amor próprio. E deixar de ter tempo para estar com as minhas pessoas. Para estar com os meus livros ou refletir nas minhas séries.
 
De um certo modo, com este acontecimento quero também tornar-me no exemplo de vida que desejo seguir
 
E tal exige muito tempo. Mais ainda quando se quer muito viajar, sendo a maior necessidade para a minha alma, e dadas as circunstâncias monetárias a organização de uma viagem exige mais tempo e mais atenção. 
 

Defraudar a comunidade

Mas também não quero defraudar as expetativas das meninas que acompanho
 
Assim, já estou a trabalhar na criação do fórum sobre cancro da mama. E apenas só sobre este assunto. 
 
Apenas necessito de terminar alguns ajustes técnicos, mas penso que na próxima semana conseguirei lançar este novo elemento neste espaço. 

Forum cancro da mama

E sei que tal até me será um grande alivio.
 
Isto porque, de uma certa forma, sei que acompanho as meninas e falo com a visão “de quem já passou por cancro” admitindo ser diferente “de quem está a viver o cancro”.
 
E que por tal este espaço de partilha poderá vir a ser muito positivo.
 
Espero puder contar com o vosso contributo. Por isso deem uma passada por aqui nos próximos tempos.   
 

[atualização]

Felizmente e infelizmente estou a regressar à minha vida profissional e a criação do fórum ficará algo em stand-by
 
Até porque, numa primeira fase, pretendia ter um papel de moderação, pois sei como as conversas sobre cancro podem ser negras e pesadas…
 

novos e atualização de artigos 

Porém, e tal como tenho feito até agora, vou tentar responder a todas as questões colocadas nos comentários. Assim como, vou colocar muita escrita do meu caderno aqui. 
 
 

conclusão | mudanças blog

  • sinceramente sinto-me realizada com este projeto, em que sei que já ajudei algumas pessoas a lidar com uma fase tão complicada como a luta contra o cancro pode ser;
  • todavia, e como foi a ideia inicial, que até conduziu ao nome deste blog, eu quero que esta seja apenas mais uma história de tantas outras que já vivi e que quero viver;
  • e há histórias no dia a dia que gosto de partilhar, pois sei que facilitará a vida e, sinceramente, acho de todo positivo tentar facilitar a vida
  • assim e para este blog não ter sempre uma bagagem pesada do cancro, mudei o layout da página inicial, em que a pessoa tem que escolher sobre o que quer ler [gostam?];
  • mas também relativamente às notificações, em que só serão divulgadas as referentes ao dia a dia, os novos artigos relacionados com cancro podem ser pedidos através do envio de um email e, posteriormente, farei um campo com esta opção;
  • e obrigada por todas as palavras, contributos e partilhas. 
Posted in cancro, cancro da mama, dia a dia

4 Comments

  1. Ana Maria

    Gostei muito da página inicial.
    E eu tenho muito a agradecer te.
    Obrigada por tudo

    • maisumahistoria

      Obrigada Luísa =)

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