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como me sinto depois dos tratamentos cancro da mama? | 5 meses

Primeiramente quero agradecer a todos os emails (juro que estou a tentar responder assim que me é possível). Uma das questões que recebo com mais frequência é saberem como estou agora. Como estou depois dos tratamentos cancro da mama.

Se sinto algum efeito de longo prazo da quimioterapia ou radioterapia. Sim, infelizmente, sinto, e de modo intenso. 

E porque esta etapa depois do cancro é também ela um desafio, decidi criar este post. 

Depois do cancro 

Diagnóstico de cancro da mama, quimioterapia, recuperação para a próxima sessão de quimioterapia. E preparação para cirurgia. Cirurgia! E depois radioterapia…novamente recuperação. Ano longo e intenso…

E, por fim, terminaram os tratamentos oncológicos (felizmente!!!).

Mas ficamos desconfiados se realmente isto acabou ou não.

Sim, os tratamentos cancro da mama podem até ter terminado. Mas é impossível isto ter acabado.

Há um desconhecimento de que, então passados uns dias podemos regressar à nossa rotina normal (anterior ao cancro), e não é possível

Até por diversos motivos (dores, efeitos dos tratamentos, idas ao hospital). Assim, de seguida vou abordar cada um. 

Os autores Rowland & Massie (2010) referem que o depois dos tratamentos oncológicos pode ter uma elevada carga emocional.

Semelhante ao diagnóstico ou a seleção dos tratamentos (se serão mais ou menos invasivos, efeitos secundários). Isto porque, há o receio da reincidiva. Mas, a meu ver, este período continua a ser desafiante não só por esta razão.

razões para não estar contente depois do fim dos tratamentos oncológicos

O período seguinte é muitas vezes idealizado como super cor de rosa, em que de um momento para o outro devemos estar sempre felizes e contentes. E raramente é assim, até por diversas razões, nomeadamente:

  • podemos continuar sobre efeito hormonal, principalmente quem está a ser tratada por hormonoterapia, ou a quem foi induzida menopausa;
  • nos casos de mulheres em idade fértil, continuamos sem saber se ficamos ou não inférteis;
  • os efeitos da quimioterapia e radioterapia, especialmente o cansaço, pode ser um efeito a longo prazo;
  • a retoma à vida profissional pode ser um desafio, podendo ser necessário adaptar ou alterar a carreira profissional (quem realizou esvaziamento axilar não deve desempenhar, com regularidade, tarefas que necessitem esforço físico do braço operado);
  • entre outras.

Isto é, o turbilhão de sentimentos, pensamentos e emoções continua após os tratamentos oncológicos.

Como me senti depois dos tratamentos cancro da mama? | efeitos da radioterapia e quimioterapia

Saúde mental

Como referi num outro post, a radioterapia mexeu bastante comigo. Principalmente, a nível mental

Mas se todas as pessoas com que falava diziam-me que a radioterapia era bastante melhor que a quimioterapia. Isto levou a ficar algo reticente em desabafar o que realmente sentia.

Mas também porque queria ter uma esperança que isto ia passar rapidamente tal como surgiu

Mas não. Antes pelo contrário. A situação foi piorando a olhos vistos

Assim, só pedi ajuda psicológica quando já estava numa situação muito complicada.

Mas, felizmente, foi um apoio de modo tão intenso que, rapidamente, consegui sentir melhorias na minha vida

De facto, somos diferentes. E as medicações são diferentes. E reagimos ao mesmo tratamento de modo diferente. Não devemos sentir-nos mal por estarmos mal. 

emoções depois dos tratamentos cancro da mama
Fonte: Pixabay

Lidar com o cancro

Durante os tratamentos oncológicos a nossa vida gira mesmo em volta do cancro.

São as imensas consultas. Os imensos exames, em que alguns ocupam várias horas (exemplo cintigrafia ou PET).

As sessões de quimioterapia que demoram muitas horas. As sessões de radioterapia que são rápidas, mas que na generalidade a espera é ainda longa…

A necessidade de todos os cuidados durante os tratamentos, mas também a preparação para as novas etapas (cirurgia). 

E depois o cansaço é tanto que o tempo para pensar em alguma questão é muito pouco.

Até que chega o final dos tratamentos cancro da mama e temos mais tempo….

E sim, pensamos muitas vezes no que o furacão cancro fez à nossa vida….a possibilidade de infertilidade, a degradação da nossa vida financeira, as alterações no nosso corpo (cirurgia à mama, mastectomia, esvaziamento axilar). 

Ou seja, mesmo depois do fim dos tratamentos há um período de recuperação. Muito a nível mental. 

Apoio cancro da mama 

Por tal, a meu ver, seria essencial termos um acompanhamento, de forma a ocorrer uma boa gestão emocional.

Mas tal não é feito. Mas mais uma vez isto não significa que as coisas tenham que ser assim. Podemos fazer algo. 

No entanto, há ainda um estigma de que a procura de apoio psicológico corresponde a fraqueza.

Eu não concordo de todo. Se temos uma dor de dentes não decidimos pegar num alicate e arrancar o dente, certo? Então, porque é que deixamos em vão a nossa mente?

E não está mais que comprovado que o poder da nossa mente, especialmente em acontecimentos intensos na nossa vida tem um papel crucial

Informe-se sobre psicologia no seu hospital. Ou então junto da liga contra o cancro, que providencia gratuitamente consultas para os doentes com cancro e também para a família (ver aqui). 

Cancro da mama tratamento hormonal

Podendo a questão das alterações psicológicas estar intimimamente associada à hormonoterapia, dado esta induzir a uma menopausa quimica

E com isso todos os sintomas da menopausa, que podem ter uma forte influência no nosso quotidiano.


Cansaço depois da radioterapia  

Algumas semanas após o fim da quimioterapia senti melhorias significativas quanto à sensação de fraqueza e cansaço. Tendo piorado durante a radioterapia.

Mas estava confiante que a seguir às semanas de recuperação de radioterapia sentiria, novamente, de modo intenso, melhorias. E não!

Infelizmente a sensação de cansaço manteve-se por bastante tempo. Ainda agora, passados 5 meses desde a recuperação de radioterapia ainda não consigo sentir que estou com a minha energia. 

Além de que, contrariamente ao que senti durante e depois da quimioterapia. A falta de energia não é estabelecida após uma boa sesta ou uma boa noite de sono

Quanto a este ponto é importante verificarmos também como estão os nossos níveis de magnésio. Os meus estão sempre muito baixos, sendo necessário uma suplementação indicada pela médica oncologista. 


Memória | chemo brain ou chemo fog 

Durante a quimioterapia, fui percebendo aos poucos uma perda das funções cognitivas.

Primeiramente, problemas de memória. Estava a ter uma conversa e não conseguia lembrar-me de algo, bastante comum, assim sem mais nem menos.

Ou esquecia-me de tarefas que tinha que realizar. Ou até se tinha tomado ou não a medicação (mas isto várias vezes).

Artigo: Medidas para não se esquecer de tomar os medicamentos

Para contornar estes episódios, colocava no telemovel, com alarme, as tarefas que não podia esquecer (medicação, consultas…).

Se era algo relacionado com a vida doméstica também colocava no alarme. Porém, tinha que realizar naquele momento, pois se deixasse para mais tarde acabaria por me esquecer

Mas depois da quimioterapia senti também algumas melhoras.

Contudo, e sendo este um efeito a longo prazo da quimioterapia, sendo pior para as pessoas que realizaram também radioterapia. Fui apercebendo, durante a radioterapia, da perda de memória mas também de outros sintomas, principalmente a confusão de pensamento.

Estou numa conversa e sei que quero dizer porta, mas digo janela. E apercebo-me imediatamente disso… Ou seja, acaba por ser sempre algo relacionado, mas parece até não ser real, ser algo consciente da minha parte. O que não é.

Devido a estes sintomas, mas também outros como problemas de concentração, dificuldade em realizar mais que uma tarefa (multitasking) ou em realizar tarefas que anteriormente eram consideradas fáceis, originaram-se as designações de chemo brain ou chemo fog. Em português será algo como quimio-cerebro ou cerebro nevoeiro. 

Então a quimioterapia causa perda de memoria? Felizmente, este efeito não é sentido por todos os sobreviventes de cancro.

Todavia, revela-se uma condicionate negativa ao regresso da vida normal, especialmente à vida profissional. 

o que fazer para melhorar a memoria e concentração

  • simplificar a vida;
  • apontar em cadernos ou telemovel as tarefas essenciais do dia-a-dia, e realizar nesse momento;
  • escrever todas as listas ou notas que podem ser úteis (compras; coisas a fazer; aspectos importantes); 
  • realizar uma tarefa de cada vez;
  • ir escrevendo no telemovel ou num bloco de notas que leve para a consulta as dúvidas que vamos tendo para serem esclarecidas
  • alimentação saudavel e exercício físico, de modo a conseguirmos ter um descanso adequado, quer de noite, quer durante o dia;
  • realizar exercícios que ativem a mente, como palavras cruzadas, sudoku ou exercícios de memória…

Alterações e dores na mama

Felizmente, não fiquei com marcas significativas na região irradiada. Apenas na pele ao redor do mamilo, que escureceu.
 
Mas se o impacto de ver a minha nova mama, inicialmente, não foi muito positivo. Estava otimista que aos poucos as duas mamas ficassem mais parecidas. O que não aconteceu até ao momento
 
Gosto da minha mama, já a aceitei. Mas ainda apresento muitos efeitos no tecido mamário do seio operado
 

Endurecimento da mama

Se julgava que o endurecimento da mama ia sendo cada vez menor até desaparecer, estava enganada.
 
De facto, a mama operada ficou ligeiramente inchada, e bastante mais dura comparativamente à mama não operada.
 

Fibrose na mama

Assim como, sinto fibroses na mama, que consiste em cicatrizes internas.
 
Ao palpar a mama a sensação é algo estranha e em determinadas vezes fiquei mesmo algo preocupada. (sim depois dos tratamentos é essencial continuarmos a fazer o auto-exame para o caso de sentirmos algo entrarmos em contacto com o nosso médico oncologista). 
 
Guia para o auto-exame da mama Fonte: Sapo lifestyle 
 
Todavia, aos poucos fui entendendo os “relevos”, os “papos” que sentia. E fui conhecendo melhor a minha nova mama. 
 

Redução da elasticidade

A acrescentar, ocorreu uma redução muito significativa da elasticidade da pele.
 
Isto é, principalmente de manhã ao acordar, se mexo rapidamente o braço esquerdo, sinto uma dor bastante forte na mama, dando a ideia que “rasgo” a pele
 
Aos poucos fui tendo cada vez mais o cuidado de não fazer movimentos bruscos com o braço esquerdo. E hidratar a pele com muita frequência. 
 

Massagem terapêutica

Por todos os efeitos sentidos e descritos anteriormente, a massagem terapêutica é deveras importante quer na mama, quer na axila
 
Para não me esquecer, tenho um creme cicalfate no quarto de banho. E, pelo menos, depois do banho, faço a massagem terapêutica e alguns exercícios de reabilitação do braço
 
Tenho também o creme cicalfate na minha mesinha de cabeceira, e quando vou para a cama ver uma série ou filme, aproveito para fazer também estas massagens e exercícios. 
 

E dores na mama? 

Na consulta de oncologia abordei novamente a questão de ter algumas dores na mama operada (algo semelhantes às dores que me levou ao diagnóstico).
 
Infelizmente, estas dores podem ser comuns. Contudo, torna-se essencial palpar com muita frequência o meu peito, assim como identificar qualquer alteração consideravel. E neste sentido entrar em contacto com a equipa médica. 
 

Cancro e os outros

Felizmente, com o decorrer do tempo, o cabelo volta a crescer (ver fotos). Assim como o nosso aspecto vai melhorando.

Neste sentido, penso ter dado uma ideia ao exterior que tudo estava bem.

Mas no nosso interior as coisas não são assim tão faceis. E isto para nós e para os que nos acompanham neste caminho. 

Sendo muitos os motivos, nomeadamente:

  • os efeitos dos tratamentos cancro da mama a longo prazo, que podem reduzir a nossa confiança (demorarmos muito mais tempo a realizar uma tarefa que nos era até comum);
  • o tempo de recuperação e habituação necessário à nova realidade (mastectomia, esvaziamento axilar); 
  • continuação do tratamento oncológico, nomeadamente a hormonoterapia, que conduz aos sintomas de menopausa, tendo estes uma forte influência no nosso dia-a-dia; 
  • as constantes idas ao hospital para realizar exames e ter consultas;
  • algum receio do que pode vir a acontecer, seja reincidiva, infertilidade, dificuldade em retomar a vida profissional…

Depois do cancro

Assim, a meu ver, o depois do cancro é um período também ele tramado.

E abordo este assunto, de forma a termos compaixão para connosco. E para não aprendermos tal da pior forma. 

Durante os tratamentos pode existir até uma compreensão do momento dificil. E acaba-se por arranjar formas para contornar a situação (mais descanso, alimentação saudavel, meditação, nossa rede de apoio).

Mas depois do fim dos tratamentos cancro da mama, parece que existe uma pressão para voltamos imeditamanete à nossa rotina antes do cancro. Não sendo positivo, nem saudavel. 

Isto porque o nosso corpo necessita de tempo para se recuperar. Para alterar a nossa vida de modo a ser possível lidar com os efeitos

Mas foram muitas as afirmações que podem mexer connosco. Todavia, acredito que se já estivermos preparadas, as mesmas não tem influência, nomeadamente: 

E ainda não estás a trabalhar?

Não é por mal. Mas esta é das afirmações que mais ouvimos depois dos tratamentos oncológicos.

Confesso que ao inicio fez-me alguma confusão. 

E vivemos realmente num período a alta velocidade. Pessoas que vivenciaram o cancro há 8 anos tiveram a oportunidade de terem baixa médica por alguns meses. O que atualmente parece já ser mais complicado.  

Mas se eu não me sinto ainda preparada, não devo sentir-me mal por isso.

Comparar com os outros

Outra afirmação é também o comparar situações de pessoas com cancro.

“Mas eu sei que uma senhora que fez quimioterapia e continua a trabalhar”. O que querem nos dizer? Que nós estamos a ser fracas? Se não é esse o proposito não deviam dizer. Mas se mesmo assim falarem, temos que ter a capacidade de saber que nós não estamos bem e que necessitamos de mais tempo.

Já para não falar que cada caso de cancro é mesmo um caso único. Mesmo cancro da mama pode ser de diferente graus e estádios, receber diferentes tratamentos, com uma duração que também pode ser diferente…  

Assim comecei a aperceber-me que estas afirmações vem de pessoas que não tiveram contacto próximo com situações de cancro. Por tal, como é que elas podem saber  alguns dos aspectos do furacão cancro? 

Minha experiência

Logo que fui-me sentindo melhor tentei regressar à minha vida anterior ao cancro. E passei por um período bastante complicado.

A duvidar das minhas capacidades cognitivas (é um facto que estão muito diferentes).  

Assim, quando apercebi-me o meu corpo estava novamente a dar-me sinais para abrandar…imensas dores na mama; extremo cansaço; muita dificuldade em concentrar-me…o que conduziu a tempos bastante sombrios.

O que desejava ter feito?

Mesmo com todas as pressões ou todas as afirmações, deveria pensar em mim apenas.

E se ainda sentia profundamente a porrada que o cancro tinha dado ao meu corpo, devia ter-lhe dado tempo para ele se recuperar, ao ritmo dele

E com isto não descurar das atividades que me fazem bem. Sim, porque como demoramos mais tempo a realizar tarefas, o tempo começa a ser mais escasso.

O que leva a que, muitas vezes, as nossas necessidades fiquem para último. Mas vamos aprendendo que termos amor próprio não é ser egoísta ou egocentrico. Até porque, como é indicado sempre no início de uma viagem de avião, primeiro temos que cuidar de nós para ser possível cuidar dos outros.  

Além de que temos que continuar a gerir a nossa vida com várias idas ao hospital, seja para realizar vários exames, consultas de imensas especialidades (oncologia, radioterapia, cardiologia, ginecologia, oncogenetica…)

Diário desta jornada/ objetivos na vida 

Mas se pensarmos logicamente, quando o cancro é diagnosticado, penso que o maior medo é morrermos. Desejamos com toda a força termos mais uma hipótese, sendo muitas vezes esta energia que nos ajuda a enfrentar este desafio.
 
Contudo, no depois, há que recordar esse sentimento, por isso é importante fazer um diário (pode ser um caderno; no telemovel; no computador). E ir escrevendo as coisas que queremos fazer num futuro próximo, mas também no após dos tratamentos.
 
Penso ser importante ter uma linha orientadora. No meu caso, as atividades a curto e médio prazo eram:
  • ver aqueles filmes e series que ouvia falar;
  • ler muitos e bons livros;
  • experimentar novas receitas, principalmente de vegetarianismo;
  • desenvolver novas competências profissionais;
  • conhecer novos restaurantes e novos sítios em Portugal.

A longo prazo, os meus principais objetivos são:

  • construir uma nova carreira profissional;
  • e, principalmente, realizar grandes viagens;
  • sem esquecer de consolidar uma nova mentalidade e cuidar de mim própria, sem qualquer sentimento de culpa.

Tive a segunda hipotese que tanto queria, então não quero ficar “parada” neste assunto. Sobrevivi, então há que aprender a viver, o que significa que uns dias serão menos bons; mas outros serão muito bons! (Mas isso foi sempre e sempre será a vida, certo?)

conclusão | depois dos tratamentos oncológicos

  • no meu caso, o tempo de recuperação após radioterapia foi de 3 semanas, todavia, isto não quer dizer que a partir deste momento o nosso corpo está já recuperado;
  • até porque podemos continuar com tratamento, como hormonoterapia, que também apresenta efeitos notórios no nosso quotidiano; 
  • isto associado a efeitos a longo prazo da quimioterapia ou radioterapia, como cansaço, problemas memória…;
  • ter o cuidado de cuidarmos da nossa saúde mental, assim como amor próprio, quer durante os tratamentos, mas também depois, pois o desafio continua;

E vocês como recuperaram? quais os problemas e dificuldades que mais sentiram?

Posted in cancro da mama, gestão emocional, o que fazer, self-care, tratamentos, viver depois do cancro

2 Comments

  1. Maria

    E não é que eu ando me a passar neste depois do cancro e pensava que era só comigo? Agradeço esta partilha.
    É preciso mesmo ter muitaaa paciência com o nosso corpo e sobretudo com a nossa mente.

    • maisumahistoria

      Concordo Maria, paciência com o corpo e com a mente. Sendo muito importante a saúde mental.
      Obrigada pelo comentário

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