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Esvaziamento axilar cuidados

Tenho mesmo que fazer esvaziamento axilar?

Não reagi muito bem quando soube que teria que fazer esvaziamento axilar. Isto porque sabia o que a minha mãe passou e ainda passa com esta questão. Mas quando entendi que tinha mesmo que ser este o caminho (pois tinha uma massa maligna na axila), tentei educar-me sobre esta questão e fazer o que tivesse ao meu alcance. E assim, aprender os cuidados permanentes que teria que ter era fundamental.

Mas mudar a nossa mentalidade não é fácil. Acordamos, sentimos algo, mas ao levantar lá esforçamos o braço operado e começamos logo mal o dia. Por isso há que pensar nas nossas rotinas com antecedência, de modo a criar as devidas alternativas, principalmente nas primeiras semanas (por exemplo mudar o lado em que dormimos).

E se as dores forem para nos ajudar? Ninguém gosta de ter dores, mas nos momentos que estava sem dores, apercebi-me que abusava um pouco mais, principalmente na cozinha. Por isso, tentei utilizar as dores para alterar a minha mentalidade e consecutivamente o meu comportamento.

Esvaziamento axilar sequelas

De um modo resumido, o braço que foi operado, perdeu a sua capacidade, parcialmente ou completamente, de nos defender. Por isso, é muito importante evitar qualquer situação que possa causar infeção, mas também aquelas que afectam negativamente a circulação.

Foto cicatriz esvaziamento axilar

esvaziamento axilar
           esvaziamento da axila

Sendo muito importante realizar exercícios de recuperação no braço, de modo a recuperar a mobilidade e promover a circulação.

Artigo: Exercícios de reabilitação após cirurgia de mama

Esvaziamento axilar Linfedema 

Como é abordado no post de esvaziamento axilar, há várias complicações possíveis. Todavia a mais comum, principalmente por mulheres que realizaram radioterapia é o Linfedema (inchaço do braço). Contudo, é possível adotar determinadas medidas no sentido de prevenir esta complicação.

Assim, as situações a ter cuidado são:

    • Evitar traumas no braço: cortes (empurrar as cutículas das unhas em vez de cortar; não roer as unhas), arranhões, queimaduras (na cozinha utilizar luva de pano; utilizar protector solar nos períodos críticos do dia; utilizar repelentes no braço); ter cuidado com arranhões ou mordeduras de animais de estimação;
    • Evitar temperatura elevadas ao tomar banho, mas também saunas ou banho turco;
    • Não utilizar desodorizantes com álcool;
    • A depilação na axila do braço operado não deve ser feita com lâminas (evitar qualquer corte), devendo primeiramente ser feita com máquina de depilação e mais tarde, após cicatrização da ferida, cremes depilatórios.
    • Evitar outras situações que possam afetar a circulação no braço operado – roupas apertadas; anéis; pulseiras; relógios;
    • Utilizar luvas para lavar a loiça ou outras tarefas, bem como nos trabalhos de jardinagem;
    • Ao levantar do sofá ou da cama, evitar a utilização do braço que foi operado;
    • Evitar dormir para o lado em que fomos operadas (de outra forma estamos a prejudicar a circulação);
    • Evitar realizar esforços repetitivos ou com pesos. Com o tempo será possível realizar todas as tarefas, mas é de extrema importância realizar as mesmas de modo repartido, com intervalos frequentes;
    • Tarefas manuais (escrita, tricot, utilização de computador) devem ser executadas com moderação;
    • Ao estar sentada ou deitada devemos elevar o braço; 
    • Não utilizar o braço operado para tirar sangue, injeções ou medir pressão arterial;
  • Nas viagens de avião, poderá ser necessário utilizar mangas de compressão.

Importante

    • Em caso de dores no braço, poderá deitar-se e levantar o braço acima do nivel do coração, durante 45 minutos. Assim como fechar e abrir a mão.
    • Em qualquer situação de vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura da pele ou dor forte (sinais de alerta) entrar em contato com o médico.
    • Inspecionar o braço diariamente (tamanho, forma, textura).
    • É essencial ainda hidratar a pele.
Posted in cancro da mama, cirurgia, esvaziamento axilar, recuperação, reflexões, viver depois do cancro

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