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qual o melhor diu? | consulta ginecologia hospital são joão

Resumindo, descobri que o primeiro diu colocado não estava no melhor local e por tal foi necessário remover este dispositivo e implantar um novo (ver aqui).

Como fiquei algo preocupada com esta questão, fui à minha ginecologista particular para confirmar que estava tudo ok. E, felizmente, estava.

Mas entretanto chegou o dia em que teria a primeira consulta de acompanhamento no sistema nacional de saúde.

Alteração local consulta de Ginecologia São João 

Recebi uma sms a relembrar da data e hora da consulta. Mas recebi também uma outra a informar que a mesma ocorreria no pavilhão k13

Pavilhão k13 do hospital são joão 

Este pavilhão situa-se por trás da Faculdade de Medicina da UP

Assim, pode entrar na mesma pelo serviço de consultas externas, mas ao chegar ao segurança deverá virar à sua direita e sair deste edifício. Continuando, à sua esquerda encontrará este edifício provisório

Ou então optar pela entrada Hospital São João pela rua Roberto Frias. Como é indicado no seguinte link http://portal-chsj.min-saude.pt/p/K7, os utentes com mobilidade reduzida podem entrar pela Rua Roberto Frias. Sendo também possível o acesso pedonal através desta entrada. 

Porém, eu aconselho a entrar na mesma pela entrada de consultas externas do hospital são joão, de modo a ser possível obter a senha da consulta nas máquinas automáticas. E, com isto, evitar as filas de secretariado. 

Aguardar pela consulta

O pavilhão k13 tem duas áreas de secretariado. Mas como já tinha obtido a senha para consulta nas máquinas só tinha que aguardar na sala de espera. 

Porém, denotei vários ecrãs espalhados pela sala. Só mais tarde é que entendi que no ecrã da direita aparecia os códigos das senhas respetivas das salas de consulta de 1 a 31. Já no lado esquerdo apareciam as restantes.

No papel obtido na máquina, tinha a indicação da minha sala de consulta ser a 16.

Atraso da consulta 

Se a primeira consulta de ginecologia no hospital são joão tinha decorrido sem qualquer atraso, o mesmo não aconteceu nesta. 

A consulta estava marcada para as 11h15. Mas só fui atendida às 12h50.

No momento que paguei o estacionamento público coloquei a hora limite para as 13h15. Isto já a pensar que depois da consulta poderia ir almoçar pelas redondezas. Com o tempo limite a aproximar-se estava já a tratar de pagar tempo extra no estacionamento, através da aplicação, de modo a evitar mais uma multa.

Ginecologia consulta | diu de cobre acompanhamento

A médica começou por colocar-me algumas questões como as dores que tinha sentido ou como tinha sido a hemorragia. Em que a médica considerou normal ter tido uma forte hemorragia.

Remoção diu

Neste momento, expliquei o que se tinha passado e por tal tinha sido necessário  remover o diu e implantar um outro diu.

Ela pediu para ver o papel da ecografia, que tinha comigo. Primeiramente, começou por desvalorizar tendo referido que não estava assim tão longe das paredes uterinas. E que não teria sido necessário remover, que poderia ter sido ajustado.

Até que apresentei o panfleto do novo dispositivo intra-uterino, e a médica mencionou que este era até melhor. Acrescentou ainda que era esta a marca que utilizava, mas que recentemente o hospital alterou de fornecedor. 

dispositivo intrauterino nova t380
DIU de cobre e de prata

Ecografia transvaginal e diu?

E seria desta que faria uma ecografia para a médica conseguir identificar se este dispositivo estava no local correto? Não, ainda não foi desta. Nem sequer tinha este aparelho na sala em que fui atendida.

Ou seja, se não tivesse tido uma consulta há pouco tempo na minha ginecologista do sistema privado, continuaria sem esta informação (que  é tão importante). 

Desta forma, quando me foi pedido para ir para a marquesa a médica observou o DIU, assim como fez o exame de toque vaginal.  

hemorragia

A médica referiu que poderia ter sofrido um deslocamento do primeiro DIU colocado dado ter tido uma hemorragia. Mas sinceramente não sei se a história foi mesmo essa pois a 2.ª hemorragia foi muito superior e, felizmente, o dispositivo manteve-se no mesmo local.

Riscos do dispositivo intra uterino

Todavia, este é um dos riscos de usar o dispostivo intra uterino, isto é, em caso de forte hemorragia há a possibilidade de deslocamento do diu.

Sendo por isso essencial um controlo regular. Em caso de hemorragia forte ou prolongada (anormal). Associada a febre ou dor abdominal, deverá entrar em contacto com uma equipa médica

Não esquecer que o uso do DIU, principalmente o dispositivo intra uterino de cobre, promove o aumento do fluxo menstrual, por isso vamos ter que ir conhecendo o nosso corpo. As primeiras menstruções serão diferentes e servirão de referência.

E quando será a próxima consulta de ginecologia?

A consulta foi marcada para 1 ano depois….

Eu pretendo ser seguida com mais frequência na minha médica particular. Mas tal representará custos, não sendo possível a todas as pessoas. 

Papanicolau 

Uma vez que tinha feito no sistema privado o exame papanicolau e estava tudo ok não foi necessário realizar novamente. A médica pediu até para na próxima consulta levar os resultados de um outro exame que possa fazer entretanto.

Quanto a este ponto aconselho, principalmente às mulheres que fizeram quimioterapia e radioterapia a procurarem uma boa ou um bom profissional de saúde para a realização deste exame

Este exame nunca é agradavél, mas após os tratamentos oncológicos pode mesmo ser um inferno. (Eu estava à espera que fosse por todas as opiniões que tinha ouvido e lido). Mas, felizmente, a minha ginecologista (que é um doce!) teve todo o cuidado e atenção, e não senti diferenças significativas. 

Diu e ressonância | Informação importante

Eu não fazia ideia. Mas fui alertada por uma amiga radiologista que devo avisar que tenho dispositivo intra uterino antes de realizar uma ressonância magnética, pois depende do aparelho que será utilizado. E que, por vezes, não é de todo recomendado a realização deste exame. 

Assim, questionei a médica quanto a este ponto e a mesma concordou. Mencionou que muitas das suas pacientes fazem na mesma ressonâncias magnéticas sem qualquer problema. Mas que é de todo recomendado darmos a conhecer este ponto à equipa médica, pois de qualquer das formas o diu é constituido por metal. 

Qual o melhor Diu? 

Quer pela minha ginecologista particular, quer para a do sistema público, o diu de cobre e prata é muito bom. Isto para as mulheres que estão a ser tratadas de um cancro hormonalmente positivo. 

Nos restantes casos, pode ser mais benefico o uso do diu hormonal, designado também por siu. Assim, é importante discutirmos este ponto com o(a) médico(a) ginecologista. 

Conclusão | diu de cobre e de prata

  • o diu de cobre e de prata é reconhecido como dos melhores dispositivos intra uterinos, podendo ser utilizado por mulheres com historial de cancro de mama hormonalmente positivo;
  • mas só consegui obter este conhecimento mais tarde, assim procure saber, antes da implantação do diu, qual o melhor para si
  • este dispostivo não está isento de riscos, sendo o mais conhecido a possibilidade de deslocamento. sendo assim essencial um controlo regular e uma atenção da nossa parte (ocorreu alguma mudança significativa?);
  • sempre que nos for possível, considero a aposta num maior controlo deste dispositivo algo positivo. a mim, dá-me uma sensação de tranquilidade e descanso, principalmente porque a gravidez não pode estar nos meus planos (toma do tamoxifeno);
  • mas olho para as despesas por mim suportadas (colocação do diu de cobre e de prata, consultas de ginecologia com mais frequência) como um investimento. afinal, todos os meses pagava pela pílula (a minha não era totalmente comparticipada), enquanto que o diu, possivelmente, durará 5 anos. 
  • a meu ver, os beneficios do diu, principalmente a mulheres que não podem utilizar outros métodos de contracepção (métodos hormonais; preservativos) são bastante superiores, podendo assim ser um meio promotor de uma vida sexual saudavel durante a menopausa
  • contudo, passados uns meses também tive que remover este segundo dispositivo intra-uterino
Posted in cancro da mama, menopausa | sexualidade | (in)fertilidade

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