Menu Fechar

como descobri que tinha que remover o diu? [e os sintomas que menosprezei]

Sim, tive que remover o dispostivo intra uterino. E a forma como descobri foi surreal.

Então, para quem não está a par da situação, coloquei um DIU mas que descobri não estar no sítio mais correto.

Removi e coloquei nesse mesmo dia um outro dispositivo, pois estava mesmo confiante que este era o melhor metodo de contraceção dado estar em menopausa química.

Nesta segunda inserção do diu tive uma forte hemorragia mas passado 1 mês fui a uma consulta de ginecologia, no sistema privado, e o DIU estava no local correto.

Consulta ginecologia | controlo espessura endométrio 

Até que passados 3 meses tive a ecografia transvaginal, de vigilância, no sistema público, dado estar a tomar tamoxifeno

E aqui só recebo a informação “sabe que o seu diu desceu?”. Não, não sabia.

Questionaram-me o momento da inserção do diu, tendo mencionado poucos meses, onde informei também este era o segundo.

Então o médico ginecologista informou-me que deveria então remover este dispositivo.

Ok, então removemos e estudo o que posso fazer de seguida com a minha médica oncologista.

E o médico ginecologista diz-me “não, tem que ter a consulta de oncologia e só aí é que a medica pode pedir uma consulta para remover o DIU“.

Isto, não me está a acontecer, pois não? Então, estou aqui em condições de o retirar. Supostamente devo o remover o diu assim que for possível. E vou ter que esperar pela consulta de onco que só decorre na semana seguinte?

Para depois, esperar que alguém me chame ou receba uma carta para ir à ginceologia?

Quando a alternativa (a meu ver, nada absurda) de remover ali, naquele momento?

Sim, é isto que vai acontecer!!!!

E do modo como esta notícia me foi dada fiquei algo preocupada. Em que foi-me assegurado que o diu já não estava com uma proteção a 100%. 

Mas porque é que o DIU estava deslocado?

Porque eu desvalorizei os meus sintomas.

Passado cerca de 4/5 semanas da segunda inserção do dispositivo intra-uterino tive período menstrual.

Relembro que desde o diagnóstico do cancro da mama, e após o tratamento de preservação da fertilidade, a menopausa foi-me induzida, através do zoladex. O que conduziu à ausência de fluxo menstrual

Assim como, durante a quimioterapia o período menstrual pode cessar

Menstruação depois da quimioterapia

Neste sentido, ter período menstrual após 7 meses do fim da quimioterapia foi um mix de emoções positivas e negativas.

Positivas pois senti-me bem por ter esta regularidade após os tratamentos oncológicos.

Negativas, pois a minha médica oncologista explicou-me na última consulta, (três semanas antes de ter tido a menstruação), que não ter período significa que a terapia hormonal continua a suprimir as hormonas, sendo um ponto positivo para o combate de uma reincidiva. 

No entanto, caso tenha período nada se pode fazer. Apenas informar a médica (na próxima consulta) desta situação.

Diu de cobre efeitos 

*fluxo menstrual muito intenso 

Assim, após 3 semanas de receber esta informação lá tive o meu primeiro fluxo menstrual.

E esta foi uma hemorragia menstrual muito intensaMas desvalorizei, pois desde os 11 anos até aos 17 tive sempre um fluxo menstrual muito intenso.

Tendo sido o motivo pelo qual comecei com a toma da pílula. Não tendo parado até aos 29 anos.

Isto é, eu julgava que era o meu período normal. Dado não conhecer o meu ciclo menstrual sem a toma da pílula anticocepcional.

Além de que, o DIU de cobre aumenta o fluxo menstrual, sendo uma das desvantagens. 

E já tinha lido que as fortes hemorragias podiam deslocar o DIU. Mas queria assumir uma atitude positiva.

E se a primeira hemorragia (após a colocação do DIU) tive muito sangramento e o dispostivo manteve-se, queria acreditar que a situação não se ia alterar. 

*forte dor abdonimal 

Nunca tive o período de modo regular. Mas passadas cerca de 4 semanas senti uma forte pressão na barriga, durante 2/3 dias.

Algo semelhante ao desconforto sentido nas horas seguintes da inserção do diu de cobre e prata.

E passados 2/3 dias tive a menstruação. Ou seja, julgava que eram as cólicas que tanto me queixava quando era mais nova.

No mês seguinte a situação repetiu-se. E aqui comecei a ficar algo receosa pois comecei a ter umas dores bastante fortes nos seios,  também, principalmente na mama operada.

E não eram dores esporádicas no interior da mama, mas sim um desconforto praticamente constante, em que não conseguia utilizar qualquer soutien

Até que marquei uma consulta de ginecologia mas a minha médica estava de férias e só conseguia passado duas semanas.

Mas como caída do céu, recebi a carta de ginecologia do hospital a informar que no final dessa semana teria consulta de vigilância intravaginal. Em que já sabem como decorreu…

Diu de cobre deslocado sintomas

Falar dos sintomas é algo complicado. Isto porque, os dois efeitos referidos anteriormente – período menstrual intenso e fortes cólicas – fazem parte de histórias de mulheres em que o seu DIU continua no local adequado.

Aqui, a diferença entre efeitos ou sintomas é mesmo a intensidade.

Que posso dizer que a dor é mesmo algo intensa. E se era assim porque é que não entrei logo em contacto com a minha médica? Novamente, porque pensava que era “normal”, por ser algo tolerante à dor e queria ter uma atitude positiva, o que me estava a prejudicar. 

Especialmente se engravidasse. Estando a tomar tamoxifeno, a notícia de uma gravidez não é de todo desejada.

E saber que o DIU estava deslocado gerou algum stress pois em dias anteriores tinha tido relações sexuais. E o médico ginecologista mencionou que deveria esperar alguns dias para ter a certeza que não estava grávida

Assim, se caiu neste artigo porque colocou um diu e está com forte pressão na barriga, vá ao seu médico ginecologista. Quanto não seja para ficar descansada que o diu encontra-se no local correto.

Ao falar com uma amiga que já tem o DIU há vários anos, ela mencionou que a médica dela referiu em determinada altura que o deslocamento ou expulsão do DIU ocorre com mais frequência nos primeiros 3/4 meses após a sua inserção. Que foi a altura que recebi esta noticia. 

Consulta de oncologia | várias decisões 

*remoção DIU de cobre e prata 

Até que lá chegou a consulta de oncologia em que a medica informou-me que deveria remover o DIU numa consulta de ginecologia.

Aqui, questionei se havia problema em fazer no sistema privado no sentido de não ter que esperar muitos mais dias. Tendo a minha médica oncologista mencionado que até seria melhor, dado não saber quanto tempo poderia demorar até ter consulta de ginecologia

[Quando eu descobri esta situação numa consulta de ginecologia. Novamente, ok, era para a vigilância da espessura do endométrio. Mas se se descobriu uma outra situação, que seria de fácil resolução no momento, não podia ter sido já tratada?Assim, andamos a brincar com o tempo dos pacientes mas também com o tempo dos profissionais de saúde.]

Então a hipotese de diu está completamente fora de questão?

Não, definiu-se ser importante o meu período menstrual não ser tão intenso. Que se caso a situação não se alterasse devia entrar em contacto com a minha médica. 

Porém, o meu período seguinte foi de facto bastante inferior. E caso se mantenha reduzido e curto, há uma hipotése passados vários meses, em colocar novamente o DIU

E agora qual o método de contracepção?

Infelizmente tive que regressar ao preservativo

Período menstrual intenso | anemia

Nesta consulta de oncologia a minha médica questionou-me o que era fluxo menstrual intenso. Quis compreender como era a minha menstruação para sabermos se realmente foi esta a razão pela qual o diu tinha-se deslocado. 

Assim, expliquei que nos dias anteriores tinha dores abdominais e nos seios.

E que tinha fluxo menstrual durante 5 dias. Em que, no segundo e terceiro dia tinha situações em que tinha que mudar o penso higiénico de 2 em 2 horas.

E um dos riscos de perdermos tanto fluxo menstrual, prende-se com a maior tendência para situações de anemia.

De facto, as minhas análises já estavam a ir nesse sentido. Daí a minha médica ter-me chamado a atenção para reforçar o ferro na minha alimentação. 

Anemia alimentos bons

As mais conhecidas são carne vermelha e até fígado.

Porém, existem outros alimentos que são da minha preferência, tais como: feijão (especialmente preto), grão-de-bico, lentilhas, ovos, legumes de folha verde,beterraba, flocos de aveia, frutos secos. 

De modo a potenciarmos esta absorção podemos recorrer à vitamina C (limão, laranja, kiwi, ananás, abacaxi). 

Mas também evitar alimentos que não promovem a absorção do ferro, como o alcool ou a cafeína (café, alguns chás, como chá verde ou preto).

Já o chá de salsa é altamente recomendado nesta situação

*parar de tomar tamoxifeno

O facto de ter uma forte hemorragia significa que de facto as hormonas não estão tão controladas. E dado o tamoxifeno ter e continuar a afetar-me muito comigo, principalmente a nível psicológico, decidiu-se a partir daquele momento parar com a toma do tamoxifeno

E para-se com o tamoxifeno e deixa-se de sentir os sintomas de menopausa?

Infelizmente não, pelo menos no meu caso. Mas este é um assunto que ainda estou a lidar e que prometo escrever num outro artigo. 

Quando remover o diu?

Assim, após a consulta de oncologia só queria resolver esta questão, pois tinha receio que piorasse. (Lá estava eu a fazer filmes na minha cabeça).

Mas 2 dias após a consulta de oncologia eu ia de férias….E ao pesquisar esta informação encontrei este artigo “Como remover um DIU” da wikiHow  

Em que é referido a possibilidade de cólicas e algum sangramento. E eu ainda me lembrava das cólicas sentidas após a inserção do diu ou que tinha vindo a sofrer…

Assim, tomei a decisão de só remover o diu na semana seguinte, quando regressasse de férias.

Isto porque, as minhas férias não ia ser para relaxar, mas sim para conhecer Londres. O que significava que ia caminhar muito, possivelmente poderia não ter tanto cuidado com a hidratação. O que certamente não seriam as condições ideais a seguir à remoção do DIU

Mas confesso que fui um pouco receosa com esta situação. Motivo pelo qual fiz um seguro de viagem. Contudo, felizmente, correu tudo bem. 

Remover o DIU | Sistema privado de saúde 

Não estava muito receosa, pois na última vez que retirei o diu não tive muitas dores. As dores sentidas foram mesmo da inserção do DIU. 

E como habitualmente, a minha médica teve o maior cuidado e apenas senti um ligeiro desconforto por uma questão de segundos.

Novamente, tive algumas indicações, como quando tossir, ou tossir profundamente.

Nesta consulta a minha médica ginecologista falou-me da possibilidade do DIU mirena, que até ajuda na diminuição do período menstrual. Sendo este assunto abordado por mim com a minha oncologista na próxima consulta. 

Dias seguintes à remoção do DIU

O desconforto nos dias seguintes foi mesmo mínimo. Tal como o sangramento foi quase inexistente.

Diu de cobre e prata experiência | 4 perguntas frequentes

Mas não posso deixar este artigo sem responder a alguns emails referentes à minha experiência do diu de cobre e prata. 

1. Relações sexuais 

Muito bem, este dispositivo foi bastante positivo na minha vida sexual. Dado estar em menopausa e a secura vaginal ser uma questão a lidar. E claro que o dispositivo não promove qualquer lubrificação. Mas contrariamente ao preservativo não dificulta.

Há um receio também para com o nosso parceiro, principalmente se o parceiro sexual sente ou pode magoar-se com o dispositivo intra-uterino. Mas não. 

2. diu de cobre para utero pequeno

Nos casos de úteros muito pequenos, a inserção do DIU pode não ser recomendada. Mas tal vai depender da opinião médica. Assim procure algum profissional de saúde que tenha experiência neste campo. 

3. diu de cobre para quem nunca engravidou 

Sim, o DIU de cobre é mais facilmente inserido nas mulheres que já foram mães.

Contudo, tal não significa que mulheres que nunca engravidaram, como é o meu caso, que não possam utilizar este método de contraceção.  

4. diu de cobre gratuito

Sim, é possível. No segundo DIU, dado ter colocado no Hospital da Trofa tive que pagar pelo mesmo e pela sua inserção.

Já no primeiro DIU, colocado numa consulta de ginecologia no Hospital São João, não tive qualquer custo, dado ser isenta do pagamento de taxas moderadoras (atestado médico de incapacidade). 

Todavia, informaram-me no Centro de Saúde, ser possível inserir o DIU, numa consulta de planeamento familiar, a custo reduzido ou mesmo gratuito

conclusão | remoção do DIU

  • se tem muito período menstrual, o dispositivo intra-uterino pode não ser a melhor opção
  • mas de facto não há uma referência do que é muito fluxo menstrual, sendo necessário discutir com o seu médico ginecologista
  • pois de facto, o diu de cobre aumenta o fluxo menstrual, podendo conduzir ao seu deslocamento ou a situações de anemia
  • mas este método de contraceção a longo prazo, a meu ver, tem também muitas vantagens já exploradas
  • todavia, há sintomas no deslocamento do DIU, como dores persistentes e fortes no abdómen, por isso há uma extrema importância escutarmos o nosso corpo, o que não estava a fazer 
Posted in cancro da mama, condições, hormonoterapia, menopausa | sexualidade | (in)fertilidade

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.